ENS. FUNDAMENTAL



COC JABOTICABAL
1º CONCURSO DE REDAÇÃO


PRODUÇÃO DE TEXTO (9° ANO)
GÊNERO: CHARGE 
Escolha apenas uma das propostas a seguir para fazer seu texto.

PROPOSTA 1

Em um texto de 25 a 35 linhas, apresente as críticas que o autor faz à sociedade atual. Procure integrá-las em uma análise unificada, evitando a descrição quadro a quadro.

PROPOSTA 2
GÊNERO: DISSERTAÇÃO 

Motivado (a) pela campanha publicitária da página seguinte, produza um texto dissertativo sobre a situação da infância brasileira. Escreva em 3ª pessoa.
Obs.: Dê um título a sua redação. 

Nota: Como se vê, no texto publicitário proposto como motivação para a elaboração de um texto dissertativo há um subentendido carregado de forte conteúdo irônico que enfatiza o caráter de alerta da propaganda.
Escreva seu texto em 3ª pessoa apresentando argumentos convincentes.

PROPOSTA 3
GÊNERO: NARRAÇÃO

Leia o trecho que se segue:

Certa vez uma família inglesa foi passar férias na Alemanha. No decorrer de um passeio, as pessoas da família viram uma casa de campo que lhes pareceu boa para as férias de verão. Foram falar com o proprietário da casa, um pastor alemão, e combinaram alugá-la no verão seguinte.
De volta à Inglaterra discutiram muito acerca da planta da casa. De repente a senhora lembrou-se de não ter visto o W.C. Conforme o sentido prático dos ingleses, escreveu imediatamente para confirmar tal detalhe. A carta foi escrita assim:

Gentil Pastor,
Sou membro da família inglesa que o visitou há pouco com a finalidade de alugar sua propriedade no próximo verão. Como esquecemos um detalhe muito importante, agradeceria se nos informasse onde se encontra o W.C.
O pastor alemão, não compreendendo o significado da abreviatura W.C. e julgando tratar-se da religião inglesa White Chapel, respondeu nos seguintes termos:

Gentil Senhora,
Tenho prazer de comunicar-lhe que o local de seu interesse fica a 12km da casa. É muito cômodo, sobretudo se se tem o hábito de ir lá frequentemente; nesse caso, é preferível levar comida para passar lá o dia inteiro. Alguns vão a pé, outros de bicicleta.

Continue dando ao texto uma progressão coerente com o fragmento transcrito.

PRODUÇÃO DE TEXTO (8° ANO)
GÊNERO: CONTO 
Escolha apenas uma das propostas a seguir para fazer seu texto.

PROPOSTA 1
Os amores de Alminha

Descobriram que Maria Alminha há mais de meses que não ia às aulas. A moça faltava por regime e sistema, enviuvando o banco da escola. A diretora mandou chamar a mãe e lhe comunicou da filha, vítima de prolongada ausência. A mãe, face à notícia não tinha buraco onde se amiudar. Assunto de menina diz respeito à mãe. Assunto de rapaz também. Assunto de mãe não diz respeito a ninguém. Assim, a senhora fez o percurso para casa como se aquilo não fosse um regresso. Tinha sido assim a vida inteira: o marido sentia vergonha de ter gerado apenas um descendente. Ainda por cima uma filha. A menina se tornara incumbência de sua mãe. Noite e dia, ela sozinha se ocupava. Ganido de cachorro, gemido de filha? Tudo sendo igual, sem motivo para perturbação do pai. Só ela se levantava, atravessando a noite com cadência de estrela. Pelos corredores, seus passos se cuidavam para não despertar nem marido nem a filha já readormecida. Agora, regressando da escola, a mãe parecia ainda noturna. Chegada a casa, segredou ao pai. Os dois ruminaram o pânico: anteviam Luzinha metida em namoriscos. Mas que namoro, se nem rapaz se lhe via? Ou seria desmotivo pior? Nem ousaram mencionar a palavra. Mas droga era o receio mais escondido. Decidiram nada dizer, adiar conversa. Urgia apanhar Luzinha em flagrante. O pai logo invocou parecenças hereditárias com a mãe. Aquilo era doença de mulherido. Antes tivessem tido rapazes. Que esses são tratáveis, espécie da mesma espécie. O homem descarregava: tivera irmãos, tios, primos. Nenhum nunca desmandara.
 Essa miúda não sabe a quantas desanda.
E ordenou que fossem vasculhados a pasta e os manuais escolares. Procurava-se sinais de desvario. Nada. Livros e caderninhos todos ordenados. Apenas um caderno, feito à mão, causara estranheza na cabeceira. A mãe abriu, espreitou as linhas e leu, em voz de se ouvir:
- “Hoje lhe vi. Gosto de espreitar seu corpo, assim branco, no meio de tanto sujo deste mundo.”
Um branco? A miúda andava metida com um branco. O pai, então, se disparatou. Como é? Não lhe chega a raça? Quer andar por aí, usufrutífera, em trânsitos de pele? Não quero cá dissos, rematou. E pegou ele no caderno com fúria de tudo rasgar. Mas logo devolveu o objeto do crime.
-Leia você que meus olhos já estão todos a tremer, meu coração está num feixe nervoso.
A mãe ainda ficou com o diário. Não era um diário, que ela não tinha fôlego para tanta rotina. Na capa se lia: “meu semanário”. Cada semana ela anotava umas escassas linhas. Eram magras palavras, tudo engordado nas entrelinhas. Na página, já roída pelos dedos, a senhora leu, já a lágrima esboçando na voz:
- “Hoje vi-o a nadar e me apeteceu atirar-me para a água, me banhar nua consigo”. Nua? Viu, mulher, como isso vem da sua parte? Porque você a mim nunca me viu nu, nem muito menos a banhar-me em companhias. Isso é mania de mulherido.
- Adiante, mais adiante, ordenou. Queria que ela continuasse lendo, mas não queria ouvir mais. Abanava a cabeça, pesaroso. A moça andava por aí, rapazeando-se com este e aquele?
- Nunca pensei ser tristemunha de tanta vergonha. Antes de lhe descer mais pensamento, o pai já tomara decisão: expulsá-la de casa. E que nem conversa. Não valeu o pranto, não valeu nada nem ninguém.
- E sai já hoje, que amanhã pode nem haver dia.
A moça se foi, quase se extinguindo da história. Não fosse a mãe, inconsolada, se ter votado a seguir o encalço de Luzinha. Mas nem rasto nem cheiro. Onde refazia seu existir? Ter-se-ia internada na casa do tal amante, o segredado branco? Até que, certa vez, a mãe descobre a moça, tênue, na bruma do jardim público. Se cortinando entre os arbustos, a senhora a seguiu. E viu a filha sentar-se no banco, triste como quem espera o invindável. Luzinha ficou olhando o lago, as águas já fétidas de nem tratadas. De longe, recostada na invisibilidade, a mãe espraiava o olhar em sua menina, desatenta ao tempo e na gente. Quase não se continha no desejo de trazê-la de volta. Não tardaria que ela a retomasse em seus braços e a reconduzisse à antiga casa.
De súbito, ela viu o rosto da menina todo se iluminar. Alguém se aproximava, entre os bambus. Seria, por certo, o tal amante. A mãe fincou os olhos, pronta à revelação. Mas eis que, em vez de pessoa, ela vê surgir... 
(COUTO, Mia. Na berma de nenhuma estrada e outros contos. Lisboa: Caminho, 2001. P. 133-136) 

AGORA É SUA VEZ!

Continue a história dando um fim a ela. Crie um desfecho para o conto de acordo com sua imaginação. Qual foi a reação da mãe ao reencontrar a filha? O que aconteceu a Alminha? Qual acontecimento rompe com a hipótese de que a menina namorasse algum rapaz branco? O que a mãe teria visto naquele jardim?  O que ou quem poderia estar por trás das faltas de Alminha? Dê asas à sua imaginação criando um final criativo e interessante para o conto “Os amores de Alminha”. 

PROPOSTA 2
GÊNERO: NARRAÇÃO 

Sabe-se que o narrador, ao construir o seu relato, deixa nele marcas de seu ponto de vista acerca do fato relatado. Em outras palavras, a forma de narrar interfere na significação do episódio relatado.
Na proposta de redação que vem a seguir, estão expostas várias formas distintas de narrar o mesmo fato. Procure optar por uma delas, levando em conta suas particularidades.

TEMA
Escolha um dos fragmentos do texto constantes na coletânea abaixo, e redija uma narração, isto é, um texto narrativo em que você contará uma história, na qual se encaixe o fragmento escolhido. Elabore a sua redação de acordo com a significação representada pelo fragmento que escolheu.

COLETÂNEA
Fragmento 1: “A vizinha sai de casa todos os dias às 5 horas da tarde”.
Fragmento 2: “Dizem que a vizinha sai de casa todos os dias Às 5 da tarde”.
Fragmento 3: “A vizinha? Sai de casa todos os dias às 5 horas da tarde...”
Fragmento 4: “A vizinha sai de casa todos os dias Às 5 horas das tarde?”
Fragmento 5: “A vizinha sai de casa todos os dias às 5 horas da tarde!”

Instruções Gerais
Escolha apenas um dos fragmentos apresentados para construir: as personagens, o cenário, o enredo e o tempo de sua narrativa.
O foco narrativo poderá ser em 1ª ou 3ª pessoa.


PRODUÇÃO DE TEXTO (6° e 7°ANOS)
GÊNERO: CRÔNICA

A crônica é uma história simples, corriqueira, contada por quem vive ou observa.
Leia a situação da crônica abaixo.
O dia de levar o computador ao médico
Se você tem filho e computador, sabe que eles são muito parecidos: ambos são teimosos e só fazem o que querem. Nasceram daquele jeito, com aquele ritmo, com aquela cara. E a gente ama os dois. Não consegue mais viver sem eles. Não consegue imaginar como viveu tanto anos sem os dois.
Mas eles se parecem mesmo um com outro é quando adoecem.
Você nota que algo não está bem. Primeiro mostra ao amigo. O amigo examina e acha melhor chamar um técnico (médico). Vem o médico, perdão, vem o técnico, examina, aperta aqui, aperta ali, olha atrás. E a gente ali ao lado, aflito, sem entender direito o que ele está a fazer.
- É grave?
- Melhor levar para a oficina (consultório).
- Então é grave?
- Preciso fazer um exame mais detalhado.
Aí ele pega o nosso filho no colo, coloca deitado no banco de trás do carro e lá vamos nós para o exame mais detalhado.
- Pode ser que esteja com um vírus!
- Vírus???
- Vírus.
Chega no consultório, a gente senta na sala de espera e ele entra com ele lá para dentro. Somem atrás de uma porta cinza. Uma espécie de enfermeira faz a minha ficha e pede os dados dele. Ali, na sala de espera, outros pais esperando diagnósticos mais precisos.
- Quantos anos ele tem?
- Quatro. E nunca teve nenhum problema...
Já se passou mais de meia hora e o rapaz não volta. Começo a ficar preocupado. Será que vai ser preciso operar? Quanto vai custar esta visita? E se ele morrer? Começo a suar frio. Uma gorda ao meu lado me consola.
- É a terceira vez que venho aqui... Eles são muito competentes.
Depois de uma hora o homem volta. Sem ele. Bate a mão no meu ombro, como a me consolar. Balança a cabeça negativamente. Eu espero pelo pior.
- E então, doutor?
- Ele vai precisar passar uns dias aqui (internado).
- Localizou o vírus?
- É um vírus novo, nunca tinha visto nada igual.
- Mas há perigo de morte, quer dizer, ele vai ficar bom?
- Tem que ficar uns dias em observação. Talvez tenhamos que trocar uma placa. Fazer uma espécie de transplante.
Aí ele me dá aquelas explicações de médico que eu nunca entendo muito bem. Me diz que precisa levar o meu filho para a Central onde têm médicos, perdão, técnicos com mais conhecimentos.
Pergunto se posso dar uma olhadinha nele antes de ir embora e ele nega veementemente. Ninguém pode entrar lá dentro.
- Por quê? O vírus pode pegar? Ele está tão mal assim?
- Está desmontado. O senhor não iria reconhecê-lo.
Imagino o meu filho com as entranhas todas de fora, respirando mal, mal conseguindo pronunciar um simples bit, soletrar uma única palavra, digitar um tchau.
Não há mais nada a fazer.
Ele me dá uma receita num papel.
- Compre esta placa que nós mesmos aplicamos nele.
Saio para a rua levando apenas um fio, um cabo, que foi tudo que pude levar dele para casa. O cordão umbilical que me prendia a ele. E vou até uma farmácia comprar um Lexotan para me acalmar e me acostumar a ficar uns dias sem ele, coitado.
(PRATA, Mário. 100 crônicas. São Paulo: Cartaz Editorial, 1997)

Placa – suporte plano e retangular no qual são encaixados chips, transitores e outros componentes de um computador.
Bit – unidade usada na informática, representa a menor parcela de informações processada por um computador.
Lexotan® - remédio tranqüilizante que só pode ser consumido com receita médica.

AGORA É SUA VEZ!

Opção 1:

Crie uma história em que a tecnologia esteja “doente”, isto é, não haja computador, celular, internet, vídeo games e outros. Como você reagiria? Você já ficou sem computador ou televisão? Conhece alguém que não consegue mais viver sem o computador e seus semelhantes? Sua história poderá ser escrita em 1ª ou 3ª pessoa.

Opção 2:

Imagine um mundo sem tecnologia, como o era antigamente. Um mundo onde as pessoas conversavam mais, as crianças brincavam mais nas ruas, os livros eram a única fonte de pesquisa...
Se for preciso, faça uma pesquisa sobre o mundo de antigamente. 
Conte sua história baseado na seguinte pergunta: é possível um mundo sem tecnologia?
Use a imaginação!!!

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